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Encontro Internacional de Arte e Tecnologia
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Apresentação

Atualizado em 24/06/16 09:22.

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O 150 Encontro Internacional de Arte e Tecnologia (#15.ART) é composto por mesas redondas, palestra e exposição, e é realizado anualmente pelaUniversidade de Brasília,  Universidade Federal de Goiás, Université Paris VIII e Universidade de Aveiros/Portugal, contando com o apoio das instituições parceiras acima assinaladas, no mês de outubro, de 2016.

O formato de apresentação, amplia e estabelece entre Brasil,  França e Portugal espaços de comunicações, palestras e mostras de arte visando questionar, criticar e analisar o pensamento atual, sem esquecer o passado, na prospecção do futuro.

Desde os anos 1960, as artes são marcadas por dois problemas principais ao mesmo tempo social-estético e de participação do espectador. O artista passa a ter novas funções na sociedade atual, na qual as artes visuais e do espetáculo, a poesia, a música, a multimídia, enquanto domínios onde o artista se vê investido de responsabilidades em relação aos seus parceiros de profissão, mas principalmente em relação ao seu público, que são convidados a intervirem em diversos graus  no processo de concepção e de criação. Denominada de nova arte popular por Frank Popper, se situa do lado oposto de toda simplicidade ou ingenuidade, pois está conectada à ciência e as tecnologias de nosso tempo, à cibernética e à informática, por exemplo. Verifica-se que no mundo todo ocorre fenômenos de formação de grandes coletivos, grupos e equipes que trabalham colaborativamente. Continua sendo indispensável a revisão e redefinição das relações entre artistas, teóricos e público, que provoca ininterruptamente novos pensamentos estéticos. 

A temática deste encontro será discutida nas seguintes mesas temáticas:

 

  • Arte, cultura e sociedade;
  • Instalações, performances e intervenções urbana;
  • Arte computacional;
  • Educação em arte;
  • Entre arte e design;
  • Visual music;
  • Gamearte e Hqtronica;
  • Magia e tecnologia, arte e política;
  • Arte em processo;
  • Histórias e teorias;
  • Cenários em contextos;
  • Educação em artes visuais;
  • Culturas e Saberes em Arte.

 

Todo encontro tem apresentado como resultado a publicação de anais on-line e alternando com publicação impressa dos anais, assim como livros, revistas com textos escolhidos e catálogo da exposição com DVD. O Corpo Editorial é formado por Belidson Dias, Cleomar Rocha; Paulo Bernardino; Suzete Venturelli; Gilbertto Prado; Milton Sogabe, Paulo Bernardino e François Soulages. 

Resumidamente, alguns temas tratados apresentaram reflexões visando desvelar a complexa relação política, social e identitária, para evidenciar o pensamento artístico, por meio de noções emergentes que permitem compreender e aprofundar as teorias que nascem a partir de novos paradigmas estéticos vinculados à simbiose dos pensamentos sistêmico, artístico, científicos, tecnológico, estético e político. Nesse mesmo contexto, apresentou a exposição intitulada Instinto, com a participação de renomados artistas de arte computacional. Além disso vem contando com parceiros internacionais, como, os apoiados pelo programa de cooperação da União Européia denominado “Europe-pays tiers: le Brésil”, cuja proposta afirma que a arte não fica indiferente à tensa relação entre o local e o global. Por um lado está sujeita aos constrangimentos políticos, sociais, econômicos de um território, por outro lado sofre a pressão da grande dimensão de informação das mídias e das tecnologias de comunicação.

A criação artística encontra o seu espaço de produção nos campos das tecnologias atuais, arte como tecnologia, pensamento de Júlio Plaza. Inscreve-se num meio ecossocial, politizado e culturalmente desafiador em terrenos movediços, como a própria arte da atualidade mundializada. Os encontros analisam conceitos, tais como território e cultura, materialidade e imaterialidade e confrontá-los com as novas noções oriundas dos meios computacionais, como a noção de trabalho colaborativo, compartilhado em coautoria, de interator/usuário, de sistema, de virtualidade, de artificialidade, de simulação, de interface, de hipertextualidade, de ubiquidade, e de interatividade, afim de articular e atualizar os discursos sobre a área de atuação de pesquisa e produção artística.

Outros temas envolveram análises sobre sistemas complexos artificiais, naturais e mistos para demonstrar como sistemas computacionais são, em alguns casos, análogos às comunidades ecológicas naturais, uma vez que são complexos, sinergéticos, abertos, adaptativos e dinâmicos. Incluem componentes computacionais interagindo entre si e com o meio computacional. Como ecossistemas computacionais suas espécies surgem e crescem em constante evolução, buscando equilíbrio interno entre seus elementos e suas interações. As espécies computacionais formam comunidades espontâneas e interagem com o meio ambiente. Uma espécie computacional como, por exemplo, os aparelhos celulares, no contexto da arte computacional, consistem de um hardware (como o corpo de uma espécie biológica) acoplado ao seu software associado (simular a vida de uma espécie biológica). No ambiente computacional, assim como no biológico, as espécies computacionais vivem e se reproduzem.

Neste caso, destacou-se que as interações entre espécies computacionais, intra-espécies computacionais e natureza são significativas no contexto artístico. A metáfora biológica é recorrente nos sistemas complexos computacionais artísticos. Assim como o encontro, a exposição intitulada Arte Computacional, mostrou o resultado de pesquisas desenvolvidas por renomados artistas da área. Pela primeira vez o encontro também realizará, sob a coordenação de Ana Beatriz Barroso, uma oficina de animação. Sem enredo ou desenvolvimento narrativo, esta oficina consiste na realização de uma animação para mostrar uma pessoa que simplesmente deixa vir para fora aquilo que ela tem por dentro. Como as naturezas essenciais deste dentro variam de pessoa para pessoa.

O #.ART, tem buscado através da história, distinguir trabalhos artísticos, que utilizam a tecnologia digital como uma ferramenta para produzir formas tradicionais, de obras de arte, de outros tipos de produção, que surgiram a partir da colaboração entre arte, ciência e tecnologia e criam sistemas inéditos indissociáveis de um pensamento que conceitualiza o conhecimento sensível do homo aestheticus. Questões foram  discutidas como as levantadas pelo filósofo Luc Ferry, para o qual a arte é, profundamente, uma ocorrência social e política, não no sentido em que mobiliza temas ou interesses sociais e políticos, mas porque mostra que as mutações históricas ou conceituais relativas ao que seja arte são, por excelência, o lugar onde a imagem social e política de uma sociedade é legível na sua maior depuração. Para o autor, noção de gosto, antes de referir-se ao universo artístico, designou um contorno particular da sociabilidade. O evento homenageou o principal historiador de arte brasileiro a incentivar a relação da arte e tecnociência paulistano Walter Zanini e continuou explorando temas específicos ao campo da arte computacional como a interatividade na arte, a vida artificial e inteligência, ativismo político e social, redes sociais e presença a distância, museu virtual, bem como questões como a coleta, apresentação e preservação da arte digital, entre outros, pois verifica-se que com o acesso às redes livres aos softwares, hardwares, Internet e dispositivos móveis, como PDAs (Personal Digital Assistants) e celulares, está surgindo uma nova onda criativa como uma nova arte popular.

O #.ART em suas edições questiona o estado do artista hoje e os processos de criação, assim como, analisa conceitos como de Singularidade Tecnológica ou simplesmente Singularidade, cunhado por Ray Kurzweil (2013),  que corresponde ao momento hipotético quando a inteligência artificial atingirá o mesmo grau de inteligência humana, mudando talvez a própria natureza humana, que se tornará cada vez mais não-biológica. É o alvorecer de uma nova civilização que nos permitirá transcender  nossas limitações biológicas e amplificar a nossa criatividade. 

Nesse sentido, pode-se dizer que as tecnologias digitais estão homeopaticamente contaminando camadas do sistema da arte, que deixa de ter o monopólio do meio. O encontro pretende verificar como a natureza da arte tecnológica em si faz com que os limites de controle fiquem mais poroso e permitam rever sistemas tradicionais de controle. Tudo isso está permitindo que a arte expandida, desafie, e até mesmo noções redefina. 

Em conjunto com o evento, a exposição de arte computacional  será apresentada no Museu Nacional da República de Brasília, durante 30 dias do mês de outubro. Importantes obras de pesquisas oriundas do Brasil e do exterior estarão representadas.

Em 2015, o #14ART: Arte e Desenvolvimento Humano examinou, contrastou e discutiu novos territórios produtivos, assim como debateu as evoluções criativas. O evento procurou entrepor-se em zonas de contato e sobreposição entre domínios  e culturas , pesquisa acadêmica e práticas criativas independentes, políticas sustentáveis e engajamento social, ou ideias tecnológicas como propostas para a evolução do ser Humano, para o século XXI. Buscou-se que a discussão se centrar as discussões no aspecto transformativo da arte na época presente seja ela de pós-média (Lev Manovich, Peter Weibel, Rosalind Krauss) ou pós-humana (Katherine Hayles, Nick Bostrom, Cary Wolfe).

Assim, através dos eventos anteriores deste Encontro Internacional, ficou claro que a arte - com as condições proporcionadas pelo discurso da ciência, tecnologia e dos média - oferece um potencial - inteligente e interessante -  onde os médias e as tecnologias estão engajados no pensamento crítico e elocução para as artes e onde se desvanecem distinções ontológicas pré-concebidas. No entanto, as qualidade simbólicas e estéticas, bem como o pensamento critico e os aspectos investigativos e de confronto teórico da “pré-média arte”, também se apresentam ser tão importantes para a “pós-media arte”, obrigando a produção e o discurso artístico a manter uma mediação entre a matéria e o assunto - realidades e utopias.

Nos últimos 25 anos com a expansão do interesse acadêmico pela relação entre arte, ciência e tecnologia, o 150 Encontro Internacional de Arte e Tecnologia possibilitará continuar colocando Brasília como polo irradiador de reflexões sobre a arte atual trazendo para a cidade importantes representantes da área.

 

 

Programação Geral do #15.ART Brasil

 

Palestra com convidados e apresentação oral de trabalhos selecionados:

Local: Auditório do Museu Nacional da República, de 3 a 7 de outubro de 2016, das 8h às 21h

 

Exposição de arte computacional EmMeio#8.0

Museu Nacional da República

Esplanada dos Ministérios

de 3 a 30 de outubro de 2016

 

A Exposição de Arte e Tecnologia EmMeio#8.0 apresentará trabalhos artísticos resultantes de pesquisas realizadas nos principais laboratórios de pesquisa em arte, ciência e tecnologia das Universidades Federais e Estaduais.

A exposição é parte indissociável do 15° Encontro internacional de arte e tecnologia (#15.ART)

Curadoria: Maria Luiza Fragoso, Tania Fraga e Suzete Venturelli

Os trabalhos serão selecionados a partir de publicação de edital.

 

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